Sempre que nos encontramos para almoçar ou jantar os meus sogros -benza-os Deus! - pedem que se poupe e se escolham uma dose ou no máximo dose e meia para duas pessoas. Mas, como de costume, eu não os oiço. Faço como quero, como sempre fiz. Fui habituada à minha independência, mesmo em casa dos meus pais. Cada um virava-se conforme podia. Isso valeu-me mais tarde. Não sou por issoa uma pessoa medrosa - ha, ha, ha. E quando eles, com o seu ar altivo e importante resolvem pagar a conta, eu gasto o que bem entender, porque não é minha ideia que eles paguem, coitadinhos dos pobres! E tudo vai-se a ver, para quê? Para poupar um euro em cada dose encomendada. Pois se nós damos um euro a um troque-man! Para que vamos fazer semelhantes poupanças? Bem sei que aí está a crise e o desemprego maldito, mas eu continuo uma mulher de Fé. E sei que se pensar sempre que o dinheiro não há-de faltar, o Universo responde-me enviando-me sempre uns bónus. E até agora, depois de ter ultrapassado a meia centena de anos, nunca faltou.
Onde está a Fé das pessoas? Este país sempre foi considerado como um país de fé, mas agora as pessoas andam mais tristes, deprimidas e desmotivadas.
Que pena! Ainda há-de aparecer um Dom Sebastião numa manhã de nevoeiro para nos trazer um governo novo, cheio de benefícios sociais toda a gente, sem discriminações. Não desesperem, porque o partido nº 2 pode sacar da manga um novo Professor Cavaco, alguém que vista a camisola e exerça as suas funções só por missão.
domingo, 29 de novembro de 2009
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