Sempre me considerei uma pessoa com fé. Nunca desisti das minhas lutas, e nalguns momentos sei que me mostrei demasiado teimosa, sem querer seguir os sinais.
Mas na minha vida ocorreram coisas muito estranhas. Lembro-me de que, aos seis anos, a minha primeira anestesia permitiu que eu saísse do corpo e ficasse em cima, junto ao tecto para assistir à operação. Via lá em baixo os médicos e as enfermeiras a trabalhar no meu corpo.
Parece que a minha mãe também tinha esse dom estranho. Quando eu tinha dois anos, foi avisada de que eu me encontrava muito doente, à beira da morte.
Deve ser por causa desses sonhos que tive, em que cheguei a assistir a várias reencarnações minhas, que eu fui sempre uma pessoa de fé. Custa-me por isso, a lidar com outras pessoas que não são como eu.
Há por aí muita gente que não acredita em nada. Coitados, lamento-os muito. Recordo-me que uma vez uma amiga minha veio ter comigo, desesperada porque a neta estava à morte e os médicos lhe diziam que não era possivel salvá-la. Eu disse-lhe que o plano espiritual a estava a pôr à prova. E a neta de quem ela gostava tanto, tinha sido escolhida. Fui com ela a um vidente que lhe disse que a neta se curaria se ela acreditasse em Deus e fosse rezar a determinada igreja. Na vida dela sucediam coisas sempre muito estranhas, como por exemplo, doenças que milagrosamente se curavam de um dia para o outro. Mas ela continuava teimosamente sem fé.
Tenho a impressão de que por isso me dedicava uma grande amizade. Eu tinha fé, ela não.
Mesmo depois de tudo o que sucedeu com a neta, que se curou de um dia para o outro, sem a ajuda de médicos, ela continuou sem acreditar.
Pensei muitas vezes que mesmo com Jesus descendo à Terra ela nunca seria uma crente.
Tenho muita pena de gente assim. Parecem-me mais pobres que os mendigos que encontro na rua a pedir esmola.
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário