terça-feira, 1 de dezembro de 2009

A trapalhada da festa de Natal

Este ano não era suposto fazermos a festa cá em casa para toda a família. Isto é rotativo para não não pesar nos bolsos de cada um.
Mas houve quem se baldasse por motivos económicos. Está bem, eu compreendo.
Deste modo, resolvi ser eu a dar a festa pelo menos para uma parte da familia. A nossa, a minha.
Fui criticada por isso, mas tive de deixar bem claro que não estava à espera de que ninguém me pagasse nada. Se eu tenho gosto em dar, dou. Mas dou só por mim, sem estar à espera de retribuição.
O resto, quando os outros quiserem dar que dêm. Pouco me importa.
Estou à frente da janela de onde vejo as Iluminações de Natal e lastimo que agora tenham suprimido os símbolos religiosos para ornamentação. Que mal há meter-se uma Nossa Senhora e um São José num presépio? E um menino Jesus rechonchudo? Afinal, para onde foi a tradição? Também é proibido meter anjinhos?
Pois anjinhos somos nós, que ainda andamos adormecidos sem nos darmos conta de todos os desmandos politicos e económicos de quem nos governa, ou desgoverna.
O Universo tem tanto a conceder-nos que não há motivo para tanta privação e fome pelo mundo fora. Simplesmente ainda não pedimos intensamente ao Universo que nos conceda uns novos e bons governantes. Ainda não o desejámos com intensidade suficiente para mudarmos o nosso rumo.
Estava a ver os triliões da dívida dos Estados Unidos e pensava em como essa gente se endividou e permitiu que fosse o resto do mundo a pagar por eles.
Afinal, de onde vem e para onde vai o dinheiro? Como é que esse dinheiro é criado? Não é por uma entidade divina, certamente. Aqui está uma boa pergunta. Será que alguém me seria capaz de responder? Eu sei que o dinheiro é apenas papel. Poderia ser um lápis, uma pedra, uma caixa. Tudo isso podia representar o dinheiro.
Mas afinal, é um pedaço de papel, muitas vezes impalpável e invisível.

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